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21 de mar. de 2017

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017 SERÁ DEBATIDA EM JUAZEIRO NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA DURANTE COLETIVA.



Na natureza tudo é interligado. Uma vida só pode existir porque outra lhe dá as condições. Por isso quando essa rede não é respeitada os desastres afetam a todos. Infelizmente no Brasil, tão rico em fauna e flora, os riscos de exploração e destruição em cada um de seus biomas é algo preocupante.

Com o objetivo de despertar a atenção da sociedade para o problema, a Igreja católica lançou em todo o país a Campanha da Fraternidade 2017, com o tema “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Em território nacional a campanha segue até a Páscoa, mas conta com iniciativas que visam perdurar no tempo (confira no final do texto).

Em Juazeiro, a Diocese fará no dia mundial da água – 22 de março, quarta-feira – uma coletiva sobre a campanha a nível local, através de uma coletiva de imprensa. Estarão presentes o bispo Dom Beto Breis e Roberto Malvezzi (Gogó), especialista no tema, membro da Comissão Pastoral da Terra e um dos autores do texto-base da CNBB sobre os biomas. O evento acontecerá às 9h na Catedral N. Sra. das Grotas.

A caatinga será um dos principais assuntos. Bioma essencialmente brasileiro, mas que em diversos locais passa por um avançado processo de desertificação, e onde muitas populações ainda sofrem pela pobreza extrema, a caatinga ainda carece de ser mais bem conhecida e preservada. Um dos principais desafios ainda é o preconceito que impede de ver o potencial da região quando se aprende a conviver com o semiárido.

O Brasil é oficialmente composto por seis biomas: caatinga, Amazônia, cerrado, pantanal, mata atlântica e pampa. Cada um sendo caracterizado por uma rede de seres vivos que dividem uma mesma região, com vegetação própria, clima uniforme e uma história comum. A defesa de cada bioma passa por mudanças de atitude individuais e coletivas que toda a sociedade é chamada a empreender.

Campanha sugere ações concretas para cuidado com os biomas:


1 – Incentivar a criação de um projeto de lei que impeça o uso de agrotóxicos;

2 – Apoiar os povos tradicionais nas mobilizações e nas lutas por direitos e regularização de seus territórios;

3 – Fortalecer as iniciativas como as cooperativas, baseadas no agroextrativismo;

4 – Promover a conscientização quanto ao descarte adequado dos resíduos sólidos e esgotos sanitários para preservar os rios, lagoas e igarapés.

5 – Fomentar ações relacionadas a despoluição e revitalização das bacias hidrográficas e baías;

6 – Incentivar o desenvolvimento de projeto de preservação e valorização das frutas e ervas medicinais;

7 – Desenvolver a captação de energia solar descentralizada, como fonte de renda para as famílias e produção de energia;

8 – Reformular e ampliar a rede de captação de água de chuva para beber e produzir;

9 – Fortalecer as políticas públicas para melhoria do saneamento básico e transporte público de qualidade;

10 – Reforçar a Rede Panamazônica (Repam), como espaço de articulação e intercâmbio das várias redes eclesiais que atuam em conjunto na sociedade amazônica;

PASCOM - Pastoral da Comunicação
Diocese de Juazeiro
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25 de nov. de 2016

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017 JÁ CONTA COM TEXTO-BASE, CARTAZ E HINO.


A Campanha da Fraternidade (CF) 2017 terá como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da visa” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).

Para essa iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta o texto-base da CF 2017 que terá como proposta principal dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

O texto-base está dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões do tema sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017.

A partir do texto-base todas as comunidades, paróquias e dioceses do Brasil organizam formações e ações para o período de realização da CF 2017 que tem seu ponto alto o tempo da quaresma. Além disso, a CNBB realiza concursos para a escolha do cartaz e hino da CF.

Para 2017 o cartaz já está disponível junto com o texto-base no site das edições CNBB e o hino já foi escolhido tendo como ganhadores do concurso o Pe. José Antônio de Oliveira, de Barão dos Cocais (MG) e Wanderson Luiz Freitas da Silva de Goiânia (GO) que compuseram a letra e a música oficiais do hino.

O CD da Campanha da Fraternidade 2017 já encontra-se pronto, e também conta com mais três músicas que foram enviadas ao concurso, que são de autoria do Pe. Cireneu Kuhn, verbita de Santo Amaro (São Paulo), Casimiro Vidal Nogueira, de Curitiba (PR) e da parceria entre J. Thomaz Filho e Wallison Rodrigues.



HINO OFICIAL DA CF 2017

Letra: Padre José Antônio de Oliveira
Música: Wanderson Luiz Freitas

Louvado seja, ó Senhor, pela mãe terra,
que nos acolhe, nos alegra e dá o pão.
Queremos ser os teus parceiros na tarefa
de "cultivar e bem guardar a criação."

Da Amazônia até os Pampas,
do Cerrado aos Manguezais,
chegue a ti o nosso canto
pela vida e pela paz (2x)

Vendo a riqueza dos biomas que criaste,
feliz disseste: tudo é belo, tudo é bom!
E pra cuidar a tua obra nos chamaste
a preservar e cultivar tão grande dom.

Por toda a costa do país espalhas vida;
São muitos rostos - da Caatinga ao Pantanal:
Negros e índios, camponeses: gente linda,
lutando juntos por um mundo mais igual.

Senhor, agora nos conduzes ao deserto
e, então nos falas, com carinho, ao coração,
pra nos mostrar que somos povos tão diversos,
mas um só Deus nos faz pulsar o coração.

Se contemplamos essa "mãe" com reverência,
não com olhares de ganância ou ambição,
o consumismo, o desperdício, a indiferença
se tornam luta, compromisso e proteção.

Que entre nós cresça uma nova ecologia,
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.

Fonte: Portal A12.
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