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27 de fev. de 2018

PRESIDENTE DA CNBB LAMENTA AGRESSIVIDADE CRESCENTE “COMPARTILHADA E ALIMENTADA POR MUITOS CATÓLICOS NAS REDES SOCIAIS”


“Escutar a voz de Jesus implica em viver no amor fraterno”. Este é o ponto de partida da reflexão apresentada pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, no folheto O Povo de Deus do último domingo, 25. No texto, dom Sergio lamenta que muitos católicos têm compartilhado e alimentado agressividade nas redes sociais e exorta: “É pecado grave usar o nome de Deus ou qualquer religião para praticar ou justificar a violência”.

Comentando o Evangelho do dia, sobre a Transfiguração do Senhor, dom Sergio destaca o convite do Pai para escutar a voz de Jesus e indica a Quaresma como “tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa”, e que deve ser vivido através da caridade, como ensina a Igreja.

Foto: arquidiocese de Brasília/Chico Ferreira
A Campanha da Fraternidade (CF) está entre os principais meios de vivência do amor ao próximo na Quaresma, segundo o presidente da CNBB: “Ela é um meio especial para a conversão e a verdadeira caridade”. Para dom Sergio, o lema “Vós sois todos irmãos” pretende contribuir para superar a violência e promover a paz.

O cardeal ressalta que muitas iniciativas podem ser desenvolvidas para alcançar os objetivos da CF deste ano e que cada um pode dar a sua contribuição “para superar a violência e construir a fraternidade e paz nos ambientes em que vive”. Mas lamenta a agressividade crescente “compartilhada e alimentada por muitos católicos nas redes sociais”.

“Diga não à violência nas redes sociais! Não compartilhe conteúdos ofensivos e desrespeitosos. Não participe de grupos de WhatsApp ou de outras redes sociais que disseminam fofocas, fazem linchamento moral e críticas destrutivas, atingindo até mesmo a Igreja”, conclama. 

Para o cardeal, é lamentável que haja pessoas ou grupos que se dizem cristãos ou católicos recorrendo à violência para fazer valer a sua opinião e interesses: “É pecado grave usar o nome de Deus ou qualquer religião para praticar ou justificar a violência”, exorta.

“Quem escuta a voz de Jesus Cristo não alimenta, nem reproduz a violência disseminada na sociedade. Ao contrário, contribui para a paz, através do respeito e do diálogo, da misericórdia e do perdão. Quem escuta a voz de Jesus testemunha a sua palavra “Vós sois todos irmãos”, jamais tratando o outro que pensa diferente como um inimigo a ser combatido, mas como um irmão a ser amando, se necessário com a correção fraterna e o perdão. A paz é dom de Deus a ser compartilhado nesta Quaresma”, finaliza.

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20 de nov. de 2016

CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO REFLETE COMPROMISSO COM A MISSÃO DA IGREJA.



Edição deste ano propõe o lema “Ele está no meio de nós”

Na preparação para a celebração do Natal, o tempo do Advento é marcado pela espera da chegada do Messias. No Brasil, este tempo litúrgico ganha especial motivação com a reflexão e o aprofundamento do compromisso dos fiéis e das comunidades com a missão da Igreja de Evangelizar propostos pela Campanha para a Evangelização (CE), promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na edição deste ano, o lema escolhido é “Ele está no meio de nós”.

Criada em 1997, durante a Assembleia Geral da CNBB, e iniciada em 1998, a Campanha tem como objetivo favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas. 

O objetivo da Campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil.

A abertura da CE é realizada na Festa do Cristo Rei, encerramento do Ano Litúrgico, este ano, dia 20 de novembro. A conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 11 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a ação evangelizadora no Brasil.

No texto motivacional da CE, encontra-se a seguinte explicação: “A Campanha da Evangelização deseja suscitar um renovado amor missionário nos fieis. Assim, seguindo o exemplo do Pai das misericórdias, que saiu ao encontro dos dois filhos que necessitavam de acolhimento e compreensão, todos anunciarão ao mundo que, não obstante nossas faltas e desmerecimentos, somos profundamente amados pelo Pai e podemos fazer a experiência da presença do Senhor no meio de nós".


Inspiração

A Campanha para a Evangelização segue o exemplo das primeiras comunidades às quais Paulo recomendava que os que têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (Cf. 2Cor 8-9). Sua criação foi inspirada também na experiência de católicos generosos de várias partes do mundo.  No caso dos alemães, ingleses e espanhóis, por exemplo, campanhas semelhantes angariam recursos não só para a evangelização dos seus próprios países, mas também para auxiliar projetos evangelizadores nos países mais pobres, entre os quais o Brasil.

Sob a coordenação de dom Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales (SP), uma comissão da CNBB se encarregou das primeiras edições da Campanha que posteriormente foi associada à administração da Campanha da Fraternidade. “Lentamente esta campanha vai se inserindo na tradição, motivando para os verdadeiros objetivos para os quais foi pensada: levar a Igreja a assumir sua responsabilidade missionária, a começar pelo próprio Brasil”, afirmou dom Demétrio.


Materiais

Os materiais da Campanha para a Evangelização estão disponíveis para download. Foi preparado o texto motivacional, o cartaz e a oração da CE.

O cartaz deste ano convida à reflexão do dinamismo evangelizador que nasce da experiência que a comunidade de fé faz ao contemplar, no Menino Jesus, o Emanuel, o Deus conosco. “Nele, o papa Francisco nos convida a enxergar além do que vemos, percebendo as necessidades materiais e espirituais dos filhos e das filhas da Igreja. Isso, contudo, só será possível se nos abrirmos à compreensão do ‘Emanuel’ anunciado pelo evangelista Mateus”, motiva o texto da Campanha.


Partilha

O gesto concreto de colaboração na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB, que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições. 

O repasse para a CNBB Nacional deverá ser realizado preferencialmente por meio de pagamento do boleto bancário.


CONTA PARA DEPÓSITO

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Caixa Econômica Federal
Agencia 2200
Operação 003
Conta Corrente 9-0
Em caso de depósito, enviar comprovante para: financeiro@cnbb.org.br



Oração da CE

Pai Santo,
quisestes que a vossa Igreja fosse no mundo fonte de salvação para todas as nações,
a fim de que a obra do Cristo que vem continue até o fim dos tempos.
Aumentai em nós o ardor da evangelização, derramando o Espírito prometido,
e fazei brotar em nossos corações a resposta da fé.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém!


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11 de out. de 2016

2017: ANO NACIONAL MARIANO - 300 ANOS DE BENÇÃOS.

Mensagem à Igreja Católica no Brasil
ANO NACIONAL MARIANO

Na imagem de Nossa Senhora Aparecida “há algo de perene para se aprender”. 
“Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”
(Papa Francisco)



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus. 

O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).

Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.

A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!

Brasília-DF, 1º de agosto de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB 

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

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1 de out. de 2016

CNBB DIVULGA MENSAGEM PARA AS ELEIÇÕES 2016.


Na mensagem, os bispos garantem que somente com a participação cidadã de todos os brasileiros é possível construir um país próspero.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem para as eleições municipais deste ano. O texto foi aprovado durante a 54ª Assembleia Geral da entidade, ocorrida no mês de abril, em Aparecida (SP). Os bispos dirigem ao povo brasileiro "uma mensagem de esperança, ânimo e coragem". 

A mensagem aborda o momento atual, ressalta o papel dos leigos como sujeitos na política e apresenta os critérios que podem ajudar o brasileiros a escolher seus prefeitos e vereadores neste ano.

Leia o texto na íntegra:

MENSAGEM DA CNBB PARA AS ELEIÇÕES 2016

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24)

Neste ano de eleições municipais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.

Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos. Só com participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta.

A política, do ponto de vista ético, “é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum”. Já do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo1, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço.

Os cristãos leigos e leigas não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. Associando fé e vida, a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos.

As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política, é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”2. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”3.

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. 

Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade como, por exemplo, a defesa do direito de crianças e adolescentes. Pode ser inovador e eficaz elaborar projetos de lei, com a ajuda de assessores, e solicitar a adesão de candidatos no sentido de aprovar os projetos de lei tanto para o executivo quanto para o legislativo.

É preciso estar atento aos custos das campanhas. O gasto exorbitante, além de afrontar os mais pobres, contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. Cabe aos eleitores observar as fontes de arrecadação dos candidatos, bem como sua prestação de contas. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias mais eficazes de corrupção, como atestam os escândalos noticiados pela imprensa. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “Caixa 2”, tão comum nas campanhas eleitorais.

A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando esse ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê a Lei 9840, uma conquista da mobilização popular há quase duas décadas.

A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas, pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do país, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa. 

Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e os pobres. 

Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.  

Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos acompanhe e auxilie no exercício de nossa cidadania a favor do Brasil e de nossos municípios, onde começa a democracia.

Aparecida - SP, 13 de abril de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB


1. Cf. CNBB – Doc. 40 - Igreja Comunhão e Missão – n. 184.
2. CNBB – Doc. 91 Por uma reforma do estado com participação democrática, n. 40.
3. Idem.

CNBB
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19 de ago. de 2016

Pastoral da Comunicação lança portal nacional para informação e formação dos agentes.


Site_pascom


A Pastoral da Comunicação (Pascom) lançou, nesta quarta-feira, 17 de agosto, um portal web para informação, formação e evangelização de agentes em todo o Brasil. O lançamento é fruto das decisões tomadas na reunião dos bispos referenciais e comunicação e os coordenadores regionais realizada em Aparecida (SP), nos dias 13 e 14 de julho. 

O arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, dom Darci José Nicioli, explicou o objetivo da iniciativa. “O coração da nossa missão é comunicar, compartilhar, animar a Pastoral da Comunicação. Para isso, era mais do que necessário dispor de um espaço para que os agentes e as comunidades pudessem acompanhar conteúdos relevantes no campo da nossa atuação. O portal tem esse objetivo: promover a convergência de informação e de formação para a evangelização de agentes da Pastoral da Comunicação em todo o Brasil”, disse.

A Pascom está organizada em dioceses e paróquias de todos os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No mês passado, de 14 a 17 de julho, quase 900 agentes da pastoral estiveram reunidos em Aparecida, em São Paulo, para o 5º Encontro Nacional e representavam todas as regiões do país. Cristiana, da Pascom de Terezina (PI), que pertence ao regional Nordeste 4, deu depoimento para o plenário final do encontro mostrando a importância da organização da Pastoral. “Destacamos que onde a Pascom está presente há um grande apoio dos bispos”, enfatizou.

O portal web também poderá ser instrumento para que novas paróquias e dioceses organizem a Pascom. “Notamos, pelos pedidos que recebemos em Brasília, que os bispos, o clero e as lideranças das comunidades e paróquias querem ajuda para organizar a pastoral da comunicação. Uma plataforma na internet, sempre atualizada e dinâmica, poderá colaborar bastante na resposta a esse anseio”, afirma o padre Rafael Vieira, da assessoria da Comissão.

O portal web da Pascom não é um canal de notícias gerais das comunidades, mais um espaço para a divulgação de conteúdos relacionados à comunicação e à Igreja. Ele está estruturado em quatro eixos de trabalho da pastoral: formação, articulação, produção e espiritualidade. Além disso, há espaço para a atualização das informações a respeito dos projetos e iniciativas, no campo da comunicação, por parte da Secretaria de Comunicação do Vaticano e da CNBB. Há ainda uma ênfase especial no trabalho pastoral feito em dois níveis especiais: Pascom regional e Pascom paroquial. 

“Na verdade, já será um grande avanço para o nosso trabalho se conseguirmos mostrar, no portal, o rosto das nossas bases, do trabalho feito pelos agentes em cada comunidade. Queremos mostrar coisas criativas, inovadoras, cheia da alegria do Evangelho”, entusiasma padre Rafael Vieira. 

A própria forma de construir um portal na internet e a sua manutenção responde ao objetivo da Comissão da CNBB que é trabalhar em conjunto. “A elaboração do portal foi realizada gratuitamente por uma agência católica, a Agência Parresia de Vitória (ES), que também doa a hospedagem e atualizações técnicas, mas o trabalho está aberto a todas as outras agências que quiserem participar e colaborar. A manutenção dos conteúdos será de responsabilidade, basicamente dos coordenadores dos regionais e a supervisão fica por nossa conta da assessoria da Comissão da CNBB”, explica padre Rafael. 

Até o dia 31 de agosto, a Comissão aguarda as críticas que forem enviadas com sugestões para que o portal fique ainda melhor e mais útil. Os interessados em visitar podem acessar: pascombrasil.com.br, e as pessoas que quiserem colaborar podem enviar suas sugestões paraportalpascombrasil@gmail.com.
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9 de ago. de 2016

Dom Beto participa do 27º Encontro para Novos Bispos.

Semana de formação reúne 20 bispos nomeados desde outubro de 2015



Os vinte novos membros do episcopado, nomeados desde outubro de 2015 para a Igreja no Brasil, participam, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), do 27º Encontro para Novos Bispos, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. O evento começou nesta segunda-feira, 8, e seguirá até sexta, 12.

Visitas, exposições, palestras e testemunhos sobre as atribuições e o ministério episcopal são atividades que estão na pauta do encontro. Em todos os dias haverá celebração eucarística e meditação da liturgia das horas.

O objetivo do encontro é “estreitar os laços de amizade e de convivência fraterna” entre os novos membros do episcopado. A formação procura, ainda, “aprofundar a compreensão da vida e da missão do bispo e possibilitar o conhecimento da sede, das estruturas, dos trabalhos e serviços que acontecem na CNBB”, numa oportunidade de contato pessoal com as várias comissões pastorais e assessores da Conferência.

No encontro, o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, falará sobre visita pastoral; o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário gera da Conferência, dom Leonardo Ulrich Steiner, sobre as perspectivas das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE);  o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, conduzirá palestra sobre “O bispo e a sua missão”; o bispo de Parnaíba (PI), dom Alfredo Schaffler, falará sobre “a solidariedade e partilha na Igreja no Brasil”. O ecônomo da CNBB, monsenhor Nereudo Freire Henrique, fará palestra sobre administração financeira da diocese. Já o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência, monsenhor Antônio Luiz Catelan Ferreira, explicará a dinâmica do secretariado da CNBB com a presença dos assessores nacionais.

Ainda na agenda de exposições, o bispo de Montenegro (RS), dom Paulo Antônio De Conto, apresentará seu testemunho como bispo. O bispo de São José dos Pinhais (PR), dom Francisco Carlos Bach, dará orientações sobre Direito Canônico; o bispo de Paranaguá (PR), dom Edmar Peron, sobre Liturgia. A programação ainda prevê uma palestra com o bispo auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil,  dom José Francisco Falcão de Barros, e um momento de diálogo com o núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello.

Os novos bispos farão, durante esta semana, visitas às sedes das Pontifícias Obras Missionárias (POM), do Centro Cultural Missionário (CMM) e da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Também irão à catedral metropolitana de Brasília e ao Congresso Nacional.

Saiba quem são os vinte bispos participantes do encontro, suas respectivas dioceses e datas de nomeação e ordenação episcopal:



Dom Paulo Bosi Dal ‘Bó, bispo de São Mateus (ES)
Nomeação: 21/10/2015 
Ordenação: 26/12/2015

Dom Henrique Aparecido de Lima, bispo de Dourados (MS) 
Nomeação: 21/10/2015 
Ordenação: 30/01/2016

Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales (SP)
Nomeação: 21/10/2015
Ordenação: 27/12/2015

Dom Nélio Domingos Zortea
Nomeação: 18/11/2015 
Ordenação: 30/01/2016

Dom João Muniz Alves, bispo da prelazia de Xingu (PA)
Nomeação: 23/12/2015 
Ordenação: 05/03/2016

Dom Aparecido Donizeti de Souza, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS)
Nomeação: 30/12/2015 
Ordenação: 18/03/2016

Dom Adilson Pedro Busin, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS)
Nomeação: 27/01/2016
Ordenação: 30/04/2016

Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS)
Nomeação: 17/02/2016 
Ordenação: 14/05/2016

Dom Carlos Alberto Breis Pereira, bispo coadjutor de Juazeiro (BA)
Nomeação: 17/02/2016 
Ordenação: 07/05/2016

Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo coadjutor de Borba (AM)
Nomeação: 24/02/2016
Ordenação: 02/04/2016

Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar de São Paulo (SP)
Nomeação: 16/03/2016 
Ordenação: 07/05/2016

Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus (AM)}
Nomeação: 16/03/2016 
Ordenação: 19/06/2016

Dom Santiago Sánchez Sebástian, bispo prelado de Lábrea (AM)
Nomeação: 13/04/2016 
Ordenação: 05/06/2016

Dom Edgar Xavier Ertl, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR)
Nomeação: 27/04/2016
Ordenação: 23/07/2016

Dom Hélio Pereira dos Santos, bispo auxiliar de Salvador (BA)
Nomeação: 27/04/2016 
Ordenação: 22/07/2016

Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo coadjutor de Itapeva (SP)
Nomeação: 04/05/2016 
Ordenação: 17/07/2016

Dom Moacir Silva Arantes, bispo auxiliar de Goiânia (GO)
Nomeação: 11/05/2016 
Ordenação: 13/08/2016

Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo prelado de Marajó (PA)
Nomeação: 01/06/2016 
Ordenação: 06/08/2016

Dom Francisco de Sales Alencar Batista, bispo de Cajazeiras (PB)
Nomeação: 08/06/2016 
Ordenação: 14/08/2016

Dom Moacir Aparecido de Freitas, bispo de Votuporanga (SP)
Nomeação: 20/07/2016 
Ordenação: 11/10/2016

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8 de mar. de 2015

Mensagem pelo Dia Internacional da Mulher.



“Eu quero a vida de meu povo” (Ester, 5,3)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB saúda com alegria e gratidão todas as mulheres, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Apraz-nos, neste dia, afirmar com o Papa Francisco que “a Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens” (EG 103).

A atuação transformadora das mulheres na Sociedade e na Igreja é responsável pela construção de relações mais humanas e humanizadoras, buscando o fim da discriminação e da desigualdade, especialmente na relação mulher-homem. Recorda-nos o Papa Francisco que esta relação “deveria reconhecer que ambos são necessários, porque possuem uma natureza idêntica, mas com modalidades próprias. Uma é necessária à outra, e vice-versa, para que se cumpra verdadeiramente a plenitude da pessoa” (Discurso ao Pontifício Conselho para a Cultura).

Entristece-nos, no entanto, o cenário de invisibilidade em que se encontra a maioria das mulheres, bem como o impedimento de sua presença em importantes espaços de decisões. Some-se a isso o desafio da pobreza, da exploração do trabalho e tráfico humano, das violações das culturas e suas crenças, que evidencia as graves violações dos direitos das mulheres. Renova nossa esperança a iniciativa do Poder Judiciário que propôs a “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, sugerindo ações, em todo o Brasil, voltadas para a paz nos lares e o fim da violência contra as mulheres. O compromisso com a manutenção de um sadio ambiente familiar é também do homem, pois é dentro da comunhão - comunidade conjugal e familiar - que o homem é chamado a viver o seu dom e dever de esposo e pai (FC, 25).

Os avanços e conquistas das mulheres, garantidos por lei e/ou por políticas públicas, não escondem as deficiências de muitas ações voltadas ao cumprimento e efetivação dos direitos da mulher. A todos, também à Igreja, cabe o dever de assumir a luta das mulheres negras, pescadoras, domésticas, ciganas, catadoras, camponesas, quilombolas, operárias, marisqueiras, prostituídas, ribeirinhas, encarceradas, indígenas, migrantes, donas de casa e de tantas outras que vivem a dolorosa experiência da invisibilidade social.

Este contexto é um apelo a que todos, especialmente os cristãos e cristãs, vençam a tentação da indiferença e se unam na luta em favor da justiça e da equidade, protagonizada pelas mulheres do Brasil. Inspire-nos, nesse propósito, o lema Campanha da Fraternidade 2015 – Eu vim para servir – que nos estimula a construir a fraternidade e a igualdade, no amor e no serviço.  

Ao saudá-las, neste dia, renovamos nosso reconhecimento a cada uma das mulheres, por sua insubstituível presença e participação nas comunidades eclesiais espalhadas por todo o Brasil e por seu protagonismo na construção de uma nova sociedade, e rogamos a Deus fortalecê-las na luta de cada dia e abençoá-las em todos os seus caminhos.

Maria, Mãe do Filho de Deus, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, proteja as mulheres de nosso país.

Brasília, 08 de março de 2015


Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
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